quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Contei meus anos e descobri que tenho menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora. Tenho muito mais passado do que futuro. Então, já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero reuniões em que desfilam egos inflamados. Inquieto-me com invejosos cobiçando o lugar de quem eles admiram. Já não tenho tempo para conversas inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas idosas, mas ainda imaturas. Detesto pessoas que não debatem conteúdos, mas apenas rótulos! Quero viver ao lado de gente que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade. Quero caminhar perto de coisas e pessoas de verdade. Apenas o essencial faz a vida valer a pena. E para mim, basta o essencial!
(Ricardo Gondim)
Contei meus anos e descobri que tenho menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora. Tenho muito mais passado do que futuro. Então, já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero reuniões em que desfilam egos inflamados. Inquieto-me com invejosos cobiçando o lugar de quem eles admiram. Já não tenho tempo para conversas inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas idosas, mas ainda imaturas. Detesto pessoas que não debatem conteúdos, mas apenas rótulos! Quero viver ao lado de gente que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade. Quero caminhar perto de coisas e pessoas de verdade. Apenas o essencial faz a vida valer a pena. E para mim, basta o essencial!
(Ricardo Gondim)
Tô precisando de um dia nublado e chuvoso.
Preciso do aconchego das nuvens baixas, carregadas de chuva.
Nuvens que rebaixam o universo, e fazem sombra na vida.
Ao invés deste brilho forte dos raios solares
desse céu azul, novamente, tentando me induzir
ao animo contagiante, costumeiro em fim de ano.
às vezes convém... mais que isso me cansa.
Me traga as nuvens negras,
o vento fresco,
as cortinas fechadas,
a janela embaçada..
o chocolate trufado
e um bom filme de suspense.
(Ramon Btk)
Mãe?...
Mãe não é aquela pessoa que apenas da a luz a um ser..
Mãe é aquela que realmente se preocupa com seu filho,
Mãe é aquela que da amor ao seu filho..
A pessoa que me deu a luz é uma legítima Mãe.
Eu te amo Mãe.
A minha alma partiu-se como um vaso vazio.
Caiu pela escada excessivamente abaixo.
Caiu das mãos da criada descuidada.
Caiu, fez-se em mais pedaços do que havia loiça no vaso.
Asneira? Impossível? Sei lá!
Tenho mais sensações do que tinha quando me sentia eu.
Sou um espalhamento de cacos sobre um capacho por sacudir.
Fiz barulho na queda como um vaso que se partia.
Os deuses que há debruçam-se do parapeito da escada.
E fitam os cacos que a criada deles fez de mim.
Não se zanguem com ela.
São tolerantes com ela.
O que era eu, um vaso vazio?
Olham os cacos absurdamente conscientes,
Mas conscientes de si mesmos, não conscientes deles.
Olham e sorriem.
Sorriem tolerantes à criada involuntária.
Alastra a grande escadaria atapetada de estrelas.
Um caco brilha, virado do exterior lustroso, entre os astros.
A minha obra? A minha alma principal? A minha vida?
Um caco.
E os deuses olham-o especialmente, pois não sabem por que ficou ali.
(Álvaro de Campos)
Repara bem no que não digo.
(Paulo Leminski)
A vida contém belezas tristes,
é cheia de angústias excitantes e
plena de chatices gostosas.
(Ricardo Gondim)