sábado, 26 de junho de 2021

 Evito as corjas.

As ideias sem fundamentos nem benefícios.

Parei pra ver o mundo girar, dentre a multidão apressada

na beira de um psicológico abismo.


Estudei a vida por várias pontos de vistas e perspectivas.

Sentado na fila de um banco lotado.

Num livro antigo vi razão. Encontrei o sentido no espaço. A corda bamba virou um laço. O aperto virou um abraço.


Como uma Bússola, que me desvia da trilha da ignorância.

 Sei que ainda estou longe de ser perfeito, mas não estou mais perdido nas águas sujas da na arrogância.


Ultrapasso tempestades. Remendo o buracos

no casco do meu velho barco. Sem ânsia.

Sem ânsia.. direciono as velas.

No sentido das coisas que convém.


Noto claramente que quanto mais eu remo, mais paisagens encontro.

Mais flores silvestres, cachoeiras, borboletas, pássaros exóticos e seus cantos.


Quanto mais esforço, mais recompensas.

Mais caridade, menos tristeza.

Uma palavra amiga, um faminto à mesa.

Na padaria num inverno intenso.

Um café com leite e dois pães de queijo.

"Só isso.. Obrigado."


Ganho a verdade. E desmantelo a incerteza.

Descanso no amor como Madre Tereza.


Numa noite chuvosa escutando um louvor enquanto limpo o fogão, grato pela sujeira que precede o alimento. Sustagen, sustento.


(Ramon Paes)

terça-feira, 1 de junho de 2021

 A mãe terra se libertando, por baixo do asfalto quente, tornado, tempestade, enchente. Os arranha-céus são a evolução ilusória, não vejo isso no livro de história na escola. 

Menos prédios, mais sementes. Menos sermão, mais exemplos decentes. Atitude inteligente.

Por trás dessa máscara, o meu choro recolhido, no auge de uma pandemia que devasta meus amigos. 

Vem á tona a corrupção, de um sistema de governo corrompido, recheado de covardia, ganância e  egoísmo.

Falta de empatia, num mix de ignorâncias sem sentido. O que me conforta são minhas crenças dentro daquele livro antigo.

A paz no olho do furacão. O amor. A fé na justiça divina que segue sempre agindo. 

Os humildes e singelos sorrisos, que permanecem vivos nos encarnados e desencarnados, entre mortos e feridos. Entre secos e floridos.

(Ramon Paes)

terça-feira, 30 de junho de 2020

Uso a palavra para compor meus silêncios.
Não gosto das palavras
fatigadas de informar.
Dou mais respeito
às que vivem de barriga no chão
tipo água pedra sapo.
Entendo bem o sotaque das águas
Dou respeito às coisas desimportantes
e aos seres desimportantes.
Prezo insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade
das tartarugas mais que a dos mísseis.
Tenho em mim um atraso de nascença.
Eu fui aparelhado
para gostar de passarinhos.
Tenho abundância de ser feliz por isso.
Meu quintal é maior do que o mundo.
Sou um apanhador de desperdícios:
Amo os restos
como as boas moscas.
Queria que a minha voz tivesse um formato
de canto.
Porque eu não sou da informática:
eu sou da invencionática.
Só uso a palavra para compor meus silêncios.

(Manoel de Barros)

sábado, 13 de junho de 2020

Ouse, ouse.. Ouse tudo!!! Não tenha necessidade de nada! Não tente adequar sua vida a modelos, nem queira você mesmo ser um modelo para ninguém. Acredite: a vida lhe dará poucos presentes.

Se você quer uma vida; ouse, ouse tudo! Seja na vida o que você é, aconteça o que acontecer. Não defenda nenhum princípio, mas algo de bem; algo de bem mais maravilhoso: algo que está em nós e que queima.. como o fogo da vida!!!

 (Lou Andreas Salomé)

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Música..
O Ar que eu ouço.
A Paz que eu sinto.
O Ruído que me vibra.
Me instiga.
É a corrente sonora me ingressando numa onda de estímulos.
O som no fim do túnel.

No rádio do carro numa segunda-feira ensolarada a caminho do trabalho.

Na vitrola sobre o Rack, perante o jantar romântico,
com flores e luz de velas.

No fone de ouvido dentre o café da manha apressado, na padaria lotada.

Etc...

Um gênero musical para cada situação..
Uma levada para cada estado de espírito. 
Cada cenário,
Cada fotografia,
Cada sensação.
Para cada momento uma trilha sonora, anexada ao coração.
Música..

(Ramon Paes)

sábado, 8 de fevereiro de 2020

É bem possível que estejamos bem. Nossa cabeça em ordem. Os órgãos e a cabeça em ordem. O futuro, os órgãos e a cabeça em ordem. O futuro talvez não. Só a cabeça e os órgãos. Nem tanto assim os órgãos. Quem sabe só a cabeça. Ao fim e ao cabo, a cabeça. É quase certo que sim. É bem possível.. Deve ser.

(Antônio Brasileiro)

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

“Você percebe que é rico, quando possui coisas na vida que não trocaria por dinheiro nenhum.”

_________Elzira Coutinho